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Palavra do fundador

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Ide pelo mundo

(Mc 16,15)
 
 O seguimento de Jesus não comporta facilidades e comodidades passageiras, embora seja a fonte mais segura de todo prazer e satisfação possíveis para a vida do discípulo. As comodidades deste seguimento são as alegrias de se descobrir o gosto, supremo e nobre, de fazer da própria vida, permanentemente, uma oferta para o bem dos outros. Custe o que custar. Fazendo valer sempre o bem que edifica o outro, sua vida. Uma dinâmica de vida que inclui as exigências de rever, diariamente, modos de falar, posturas assumidas diante dos outros, motivações para escolhas e direcionamentos da própria ação quotidiana. Uma experiência de oferta sustentada pela certeza de se estar bebendo na fonte daquela realização humana e pessoal que fascina e move o coração de toda pessoa como dinâmica de procura. São esforços e sacrifícios premiados com uma alegria duradoura e com a sabedoria de compreender o verdadeiro sentido da própria vida. Uma compreensão sem a qual a vida fica pesada; o dia a dia exigente para além do que se pode dar conta; e tudo parece difícil demais e quase impossível. Na contra - mão do que costumeiramente o coração humano procura como fonte de satisfação e alegria, o seguimento de Jesus possibilita a conquista de um jeito de viver pelo qual sacrifícios e esforços ganham um profundo sentido. O sentido que responde à procura mais profunda do coração humano, feito para amar e para realizar-se na experiência generosa da oferta. E assim, o Mestre, antes de ser levado aos céus e sentar-se à direita de Deus, vitorioso por sua oferta obediente à vontade de Deus Pai, marca o coração dos discípulos com este mandato: ‘Ide’. Um mandato rico desta dinâmica que exercitada e obedecida faz brotar no coração do discípulo os sinais desta alegria duradoura procurada por todos.
 
Ide
 
 A vida do discípulo se constitui pela dinâmica do êxodo. Isto é, fazer-se discípulo e enriquecer o discipulado ocorrem na medida em que se assume audaciosamente a corajosa atitude de sair, partir, ir. O exemplo modelar é do Mestre e Senhor Jesus que marca a sua vida com um tríplice êxodo. O êxodo de sair do seio amoroso do Pai, vindo ao encontro da humanidade no assumir a sua condição. A saída de si na oferta generosa e incondicional de sua própria vida, morrendo na cruz e ressuscitando, para selar a aliança nova e redentora no seu próprio sangue. Ainda, a saída deste mundo, na sua ascensão, retornando ao seio do Pai, de onde Ele viera para gozar a glória suprema que recebe só quem amorosamente obedece a sua vontade. Assim, o discípulo é desafiado a sair de si para quebrar todo fechamento e impedir os riscos de organizar comodidades egoístas e mesquinhas, possibilitando-lhe dar as costas ao mundo ao qual ele é enviado. Uma saída de si que atinge o ápice do seu sentido na medida em que se vai ao encontro dos outros, cada outro, lá onde estão, particularmente quando se considera a sua necessidade, seja ela de qual ordem for. E finalmente, a corajosa saída deste mundo para entrar também no gozo, verdadeiro e pleno, que só se encontra no seio amoroso de Deus Pai, o Pai do Senhor Jesus Cristo. Ide, pois, não é a indicação de uma simples tarefa a cumprir. É uma dinâmica existencial que, vivida com generosidade e incondicional confiança naquele que envia, dá forma ao coração do verdadeiro discípulo. O atendimento deste mandato o faz desabrochar e amadurecer para compreender e fazer, com prazer, da própria vida uma altar de generosas ofertas, redenção de si, com efetiva participação, pelo caráter de oferta, na obra redentora do seu Mestre e Senhor.
 
 
Pelo mundo inteiro anunciai
 
 O mundo inteiro é o horizonte do discipulado. O mundo como ele é, cheio de dificuldades e com muitas contradições, armadilhas e ciladas, deixando-se conformar pelas dinâmicas que presidem o coração dos perversos, dos gananciosos e soberbos. Cada criatura é a razão da oferta do discípulo. Uma oferta que há de ser emoldurada pelo sentido insubstituível do anúncio do Evangelho. Um anúncio que inclui corajosa proclamação. Uma proclamação que comporta um conteúdo a ser anunciado para tocar os corações com a força de sua própria interpelação. Uma interpelação indispensável para remover as crostas da indiferença, soberba, orgulho e presunção que amordaçam, facilmente, o coração humano e o impede de respostas proféticas e audaciosas generosidades. Uma interpelação veiculada pela proclamação e sustentada pelo testemunho. Uma fala destemida que se comprova no jeito de ser, criando convicções, renovando dinâmicas de vida e criando modos de viver que faz da vida de cada discípulo uma página viva deste Evangelho anunciado. Páginas vivas do Evangelho que vão forrando, com a novidade do amor de Deus, os corações e a organização comum da vida de cada dia. Um anúncio ao mundo inteiro com a força única de operar nele a redenção, garantida por aquele, Cristo Senhor, que é o conteúdo vivo deste Evangelho.
 
O Senhor os ajudava
 
 O fascínio do discípulo e seu sustento vêm do Senhor. A obra a Ele pertence. Ao discípulo é dada a honra da participação e da colaboração, conformando a própria vida à do Mestre e Senhor, enquanto enfrenta o desafio de aprender que a vida verdadeira só se conquista pela força da oferta de si. Os percursos do caminho hão de ser fecundados pela consciência do envio e pelo sustento que advém do amor daquele que envia o discípulo ao coração do mundo para anunciar o Evangelho. A ajuda do Senhor, promessa garantida pela palavra dada e que vale, cria para o discípulo a condição de enfrentar os desafios com a força própria daquele que o enviou. E o anúncio, de novo, não é uma simples tarefa. É muito mais. É uma autêntica experiência de crer. Crer naquele que envia, depositando nele toda confiança, e experimentando os milagres que Ele faz naqueles e por aqueles que, amorosamente, assumem a condição de discípulos. Uma condição que lhes outorga a força revelada nos sinais que estão no poder de expulsar demônios, estabelecendo no seu lugar a ordem do amor; a competência de falar novas línguas como conquista de diálogos que estabelecem a verdadeira comunhão, como condição indispensável para se conquistar a vida que não passa. Uma ajuda do Mestre aos seus discípulos pela garantia de livrá-los de todo mal e perigo, de modo que ‘se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados’. E o discípulo, ofertando sua vida, incondicionalmente, vive a sorte do Mestre, na oferta e na glória.
 
Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Sozinho?

Você se sente sozinho mesmo estando rodeado por outras pessoas? Sente-se sozinho mesmo que não tenha aparente motivo para tal?


Creio que você está precisando de algo chamado FÉ! Pela FÉ não ficamos sós, e por que isso? Simples! Pela FÉ temos a certeza que o Senhor está conosco, Ele ressuscitou, Ele vive, já não há mais poder no império da morte, não precisamos temer a nada.


Mas então por que ainda nos sentimos sós? Nosso coração precisa ser amado, precisa ser cuidado, precisa de atenção. E não conheço ninguém neste mundo que consiga suprir o que necessitamos, apenas Jesus é capaz de tal, só Ele pode nos amar e cuidar de nós, somente Ele presta realmente atenção em nós!


Queremos ser amados, isto está em nós, mas enquanto esperamos isto do “outro” fatalmente iremos nos decepcionar e frustrar, mas quando buscamos no Senhor, com dificuldade iremos encontrar esse amor, mas depois de encontrá-lo será uma relação pautada na presença e no amor e não apenas em palavras.


O vazio dos nossos corações cresce na medida em que não buscamos o Senhor, mas os amores do mundo, somente o Senhor ama-nos sempre.


Podemos e devemos amar o próximo, construir relacionamentos, o que não podemos é projetar sobre o outro algo que ele não pode nos dar, a plenitude do amor que precisamos!


Lembre-se: Somente Jesus fica, tudo passa, tudo passará, mas Jesus sempre estará esperando por você!!!


Do seu irmão em Cristo Jesus,


Jeberton Teixeira

Fundador

Com. Filhos da Cruz
 

Uma prática que se repete desde os primórdios do cristianismo

Em preparação para a Páscoa, surgiu já nos primeiros tempos do cristianismo um período voltado a preparar melhor os fiéis para o mistério central da Redenção de Cristo.


Esse período era de um dia apenas. Ele foi se alongando com o tempo, até chegar à duração de 6 semanas. Daí o nome quaresma, do latim quadragesimae, em referência aos 40 dias de preparação para o mistério pascal. A quaresma, para os fiéis, envolve duas práticas religiosas principais: o jejum e a penitência. O primeiro, que já chegou a ser obrigatório para todos os fiéis entre os 21 e os 60 anos de idade, exceto aos domingos, foi introduzido na Igreja a partir do século IV.


O jejum na antiga Igreja latina abrangia 36 dias. No século V, foram adicionados mais quatro, exemplo que foi seguido em todo o Ocidente com exceção da Igreja ambrosiana. Os antigos monges latinos faziam três quaresmas: a principal, antes da Páscoa; outra antes do Natal, chamada de Quaresma de São Martinho; e a terceira, a de São João Batista, depois de Pentecostes.


Se havia bons motivos para justificar o jejum de 36 dias, havia também excelentes razões para explicar o número 40. Observemos em primeiro lugar que este número nas Sagradas Escrituras representa sempre a dor e o sofrimento.


Durante 40 dias e 40 noites, caiu o dilúvio que inundou a terra e extinguiu a humanidade pecadora (cf. Gn. 7,12). Durante 40 anos, o povo escolhido vagou pelo deserto, em punição por sua ingratidão, antes de entrar na terra prometida (cf. Dt 8,2). Durante 40 dias, Ezequiel ficou deitado sobre o próprio lado direito, em representação do castigo de Deus iminente sobre a cidade de Jerusalém (cf. Ez 4,6). Moisés jejuou durante 40 dias no monte Sinai antes de receber a revelação de Deus (cf. Ex 24, 12-17). Elias viajou durante 40 dias pelo deserto, para escapar da vingança da rainha idólatra Jezabel e ser consolado e instruído pelo Senhor (cf. 1 Reis 19, 1-8). O próprio Jesus, após ter recebido o batismo no Jordão, e antes de começar a vida pública, passou 40 dias e 40 noites no deserto, rezando e jejuando (cf. Mt 4,2).


No passado, o jejum começava com o primeiro domingo da quaresma e terminava ao alvorecer da Ressurreição de Jesus. Como o domingo era um dia festivo, porém, e não lhe cabia portanto o jejum da quaresma, o Dia do Senhor passou a ser excluído da obrigação. A supressão desses 4 dias no período de jejum demandava que o número sagrado de 40 dias fosse recomposto, o que trouxe o início do jejum para a quarta-feira anterior ao primeiro domingo da quaresma.


Este uso começou nos últimos anos da vida de São Gregório Magno, que foi o sumo pontífice de 590 a 604 d.C. A mudança do início da quaresma para a quarta-feira de cinzas pode ser datada, por isto, nos primeiros anos do século VII, entre 600 e 604. Aquela quarta-feira foi chamada justamente de caput jejunii, ou seja, o início do jejum quaresmal, ou caput quadragesimae, início da quaresma.


A penitência para os pecadores públicos começava com a sua separação da participação na liturgia eucarística. Mas uma prescrição eclesiástica propriamente dita a este respeito é encontrada apenas no concílio de Benevento, em 1901, no cânon 4.


O cristianismo primitivo dedicava o período da quaresma a preparar os catecúmenos, que no dia da Páscoa seriam batizados e recebidos na Igreja.


A prática do jejum, desde a mais remota antiguidade, foi imposta pelas leis religiosas de várias culturas. Os livros sagrados da Índia, os papiros do antigo Egito e os livros mosaicos contêm inúmeras exigências relativas ao jejum.


Na observância da quaresma, os orientais são mais severos que os cristãos ocidentais. Na igreja greco-cismática, o jejum é estrito durante todos os 40 dias que precedem a Páscoa. Ninguém pode ser dispensado, nem mesmo o patriarca. Os primeiros monges do cristianismo, ou cenobitas, praticavam o jejum em rememoração de Jesus no deserto. Os cenobitas do Egito comiam contados pedaços de pão por dia, metade pela manhã e metade à noite, com um copo d’água.


Houve um tempo em que não era permitida mais que uma única refeição por dia durante a quaresma. Esta refeição única, no século IV, se realizava após o pôr-do-sol. Mais tarde, ela foi autorizada no meio da tarde. No início do século XVI, a autoridade da Igreja permitiu que se adicionasse à principal refeição a chamada “colatio”, que era um leve jantar. Suavizando-se cada vez mais os rigores, a carne, que antes era absolutamente proibida durante toda a quaresma, passou a ser admitida na refeição principal até três vezes por semana.


As taxativas exigências do jejum quaresmal eram publicadas todos os anos em Roma no famoso Édito sobre a Observância da Quaresma. A prática do jejum, no passado, era realmente obrigatória, e quem a violasse assumia sérias consequências.


Os rigores eram tais que o VIII Concílio de Toledo, em 653, ordenou que todos os que tinham comido carne na quaresma sem necessidade se abstivessem durante todo o ano e não recebessem a comunhão no dia da Páscoa.


Giovanni Preziosi


Fonte: Shalom

Domingo de Ramos

(Do Tratado de Santo Agostinho, Bispo, sobre o Evangelho de São João)


Ainda não chegara a sua hora (João 7:30), não a hora em que seria obrigado a morrer, mas consentiria em morrer. Bem sabia quando deveria fazê-lo, pois conhecia todas as profecias a seu respeito, e esperava que se cumprissem todas as coisas preditas para antes de sua paixão, a fim de que, quando fossem realizadas, ela então tivesse início segundo a ordem (por ele) estabelecida, não por fatalidade.


Escutai e constatai vós próprios. Entre as coisas profetizadas a seu respeito está escrito: “Deram-me fel como alimento e ofereceram-me vinagre em minha sede” (Salmo 68:22). Sabemos pelo Evangelho como isto se realizou. Primeiro, deram-lhe fel: tomou, provou, cuspiu; depois, pendente na cruz, para que se realizasse o que fora predito, exclamou: “Tenho sede”. Tomaram então uma esponja embebida em vinagre, ataram-na a uma cana, e apresentaram-na ao que pendia na cruz. Ele tomou e disse: “Tudo está consumado” (cf. João 19:28-30). Que significa Tudo está consumado? Todas as coisas que foram profetizadas antes da minha paixão se realizaram; então, o que ainda faço na terra? Finalmente, depois de ter dito tudo está consumado ele, inclinando a cabeça, entregou o espírito (João 19:30).


Porventura os ladrões, crucificados ao seu lado, morreram quando quiseram? Estavam presos pelos laços da carne porque não dominavam sua fraqueza. O Senhor, pelo contrário, quando quis fez-se carne nas entranhas da Virgem; quando quis veio ao encontro dos homens; enquanto quis viveu no meio deles; quando quis separou-se da carne. Tudo isto por poder e não por necessidade. Esperava, pois, esta hora, não fatal, mas oportuna e querida, para que se realizasse primeiro tudo que devia realizar-se antes de sua paixão. Pois, como podia estar sujeito ao destino aquele que dissera: “Tenho poder de dar a minha vida, e tenho poder de retomá-la; ninguém me pode retirá-la, mas eu a dou por mim mesmo, como tenho o poder de reassumi-la” (João 10:17-18)? Mostrou tal poder quando os judeus o procuravam para prendê-lo: “A quem procurais?, perguntou. E eles: Jesus. Respondeu ele: Sou eu. Ouvida esta voz, recuaram e caíram por terra” (João 18:4-6).


Alguém dirá: se nele havia tal poder, por que, quando os judeus o insultavam pendente na cruz e diziam: Se és o Filho de Deus, desce da cruz (Mateus 27:40) não desceu para mostrar o que podia? Adiava a manifestação do seu poder quem ensinava a paciência. Se descesse movido pelas palavras dos inimigos, julgariam que fora vencido pela dor dos insultos. De fato, não desceu, mas permaneceu crucificado, para sair da cruz quando quisesse.


Que coisa grande descer da cruz para quem pôde ressurgir do sepulcro! Compreendamos, pois, recebendo este ensinamento, o poder de nosso Senhor Jesus Cristo então oculto, mas que se manifestará no juízo futuro, do qual foi dito: Deus virá manifestamente, o nosso Deus, e não se calará (Salmo 49:3 da Vulgata). Que quer dizer não se calará? Que primeiramente se calou. Quando se calou? Quando foi julgado e realizou então o que fora predito pelo profeta: “Como ovelha conduzida ao matadouro, ou cordeiro mudo ante o tosquiador, ele também não abriu a boca” (Isaías 53:7). Se não quisesse sofrer, não sofreria; se não tivesse sofrido seu sangue não teria sido derramado; se seu sangue não tivesse sido derramado o mundo não seria redimido. Demos graças, pois, ao poder de sua divindade e à misericórdia de sua fraqueza.
 
 

Tiraram ou tiramos os crucifixos?

Eu, junto com todos os católicos, não sou a favor da retirada dos crucifixos dos locais públicos, entendo que essa atitude é o primeiro passo para ataques bem mais sérios a fé cristã, e de forma mais intensa a Igreja católica.

Mas me dei o direito de questionar sobre outros aspectos dessa situação, e refletir porque chegamos a este ponto.

Acredito que a retirada dos crucifixos não aconteceu apenas agora que esta ou aquela associação entrou com uma petição exigindo a retirada dos crucifixos, alegando que gera discriminação.

Se formos mais a fundo vamos ver que esta retirada começou dentro das casas a um bom tempo. Chegou a bendita tecnologia que evoluiu vertiginosamente, trazendo rápidos avanços nas áreas de comunicação,  a televisão, rádio e claro, a internet.

Criou-se assim a “corrida tecnológica”, todos queriam estar sempre atualizados no que era de mais moderno, não por uma questão de ter o melhor por necessidade, mas ter o melhor e mais caro para não ficar de fora, não ser desconsiderado pela sociedade.

Esse processo, essa corrida provocou uma revolução nas famílias, e ninguém percebeu, ninguém viu que os pais já não estavam mais em casa na hora de pôr os filhos para dormir e assim dar-lhes a benção e lhes ensinar a pedir a mesma.  

Tão pouco os cristãos se posicionaram de forma coerente quando começaram a invadir o domingo com seus trabalhos, pois este dia é sacralizado pela Ressurreição do Senhor, o que mais importava era aumentar a conta bancária ao final do mês. E desta forma, quantas famílias tinham tempo para irem juntas a missa, se alimentar da palavra e “re-Viver”  o mistério do qual a Cruz é sinal visível e palpável?

 Cada vez mais foi se levantando a ideia que não se poderia ser radical, era necessário desfrutar do que a sociedade moderna estava a oferecer, e sendo assim, as mulheres começaram a trabalhar fora, cada vez menos tempo em casa,  menos tempo com os filhos, não apenas para aumentar a renda familiar mas para ocupar seu espaço na sociedade, buscar seus direitos e não mais ficar submissa ao homem. Em momento algum se está afirmando que os direitos da mulher não devam ser garantidos, o que está em foco é que na busca de algumas coisas de caráter passageiro perdemos outras que vão além da temporalidade.

Quando os cristãos já não mais defendiam os valores de sua fé, já não eram um sinal de confronto entre os valores do mundo e os de Cristo, iniciou-se um tempo de esvaziamento do sagrado. O que é o sagrado? Alguém ainda lembra?

Pois bem, na verdade o problema é que essas ligas e associações apenas mostram a todos nós que o esfriamento de nossa fé, que a falta de radicalidade e de coerência foram suprimindo os valores que o CRUCIFIXO grita ao mundo. Jamais teriam coragem de se lançarem contra os símbolos e sinais de nossa fé se realmente vivêssemos ela com intensidade de espírito, mas no momento em que esses símbolos e sinais foram perdendo seus valores e significado em nossas vidas e em nossa prática espiritual, por que eles haveriam de respeitar?

Então podemos pensar que “o mau só não é bom, por que o bom não é melhor, e o bom não é melhor por que os melhores não são SANTOS”, mas a ousadia dos “maus” acha espaço para existir na incoerência dos que deveriam antes de tudo dar testemunho radical de um seguimento próximo e íntimo de Jesus.

A Cruz jamais perderá seu poder e os valores que traz em si  mesma, ela é instrumento de salvação e como tal ela é um sacramental.

Eles podem tirar os crucifixos das paredes de alguns lugares que talvez fosse até melhor ela não estar mesmo, por que nem de longe vivem a “justiça” da qual a Cruz fala, mas eles não podem tirar a cruz e o crucificado dos nossos corações, precisamos nos tornar CRUCIFIXOS vivos em meio a esta sociedade sem sentido, sem eiras e nem beiras. Segundo o Cardeal Roger Etchegaray o mundo precisa de “monges na cidade”,  mas não só monges, precisamos de CRUCIFIXOS, que gritem com a própria vida e testemunho os valores do Santo Madeiro.

Não acredito que tenham sido só eles que tiraram os crucifixos das paredes, mas a verdade é que nós podemos reverter isso, basta-nos ter SANTIDADE!

 

Do seu irmão em Cristo Jesus,

 

Jeberton Teixeira

Fundador

Form. Geral

De cara limpa

Iniciamos mais um importante trabalho em nossa Comunidade: assumimos um grupo de oração em uma fazenda de recuperação para alcoólatras e dependentes químicos.

É uma maravilha poder estar com estes irmãos tão necessitados da graça de Deus. E para minha surpresa, ao invés de “dar Deus” a eles, tenho recebido muito mais do que imaginava! Eles são abertos a Palavra de Deus, participativos, e as suas histórias de vida nos ensinam muito.

A Comunidade se dispôs a assumir essa missão, e ir para lá pregar o Evangelho, porque realmente acredita que qualquer um, que queira verdadeiramente, pode ter vida nova em Jesus. Eu vou rezar com eles porque acredito no poder  do Nome de Jesus que tudo pode mudar. Claro que a luta daqueles homens não é nada fácil, que é árdua, intensa, diária... mas é possível sair de uma vida de pecado e de dependência. Eu creio que o nosso Deus é o Deus do impossível e que, para quem se abre a graça, a mudança acontece. E é esse Deus poderoso e vivo que temos anunciado naquela fazenda. Porque Deus quer libertar, Deus pode curar... basta a eles a decisão de largar da dependência e se “agarrar” no Senhor Jesus.

Muitas pessoas, até algumas que dizem ter fé, acham perda de tempo investir em dependentes químicos, como se eles “não tivessem mais jeito”. Ao meu ver, pensar assim é limitar o poder de Deus e desrespeitar o próximo que pode sim, se decidir a mudar de vida. Sei que a graça de Deus pode dar força para se manterem limpos. E realmente Deus tem operado maravilhas naquele lugar!

E nós? Se olharmos para a nossa vida, hoje... do que somos dependentes? O que nos escraviza? Será que também não está nos faltando uma decisão? Decisão séria, madura, coerente, decidida? E a partir dessa decisão, um abandonar-se nos braços do Pai? Porque quando saí da fazenda, me questionei e disse para o Senhor: Me ajuda! Me socorre!

Porque ainda são muitas as amarras que prendem o meu coração de ser todo Teu! Até o último dia de minha vida, jamais perderei a esperança no ser humano: por pior que seja o seu pecado, ele tem solução. E sabe porquê? Porque Deus nos ama e não se cansa de nos esperar!

Decida-se você também a ter vida nova em Jesus!

E se você ainda não é benfeitor da comunidade, se cadastre! Ajude-nos a evangelizar, e a levar a Palavra aonde mais necessitarem dela. Não recebemos ajuda financeira para se deslocar até São Jerônimo, onde fica a fazenda. Mas nós não deixamos de ir lá falar de Jesus. Ajude-nos, e você estará ajudando muitas almas a se encontrarem com a Palavra de Deus.

Quem ajuda uma obra de evangelização, recebe de Deus os mesmos méritos de quem evangeliza. E continuem orando por nós, família Filhos da Cruz.

A paz

Mônia Pokorski

Formadora Geral

 

Diacono Mário

Um sopro novo

A Palavra nos revela que na tarde da Páscoa Jesus entra na sala onde os discípulos se encontravam reunidos e sopra sobre eles o Espírito (cf. Jo 20, 19-23). O Espírito Santo derramado tem a missão de criar um mundo novo, de realizar uma nova criação, de fazer surgir um tempo novo.

João faz uma associação desta nova criação com o princípio, quando Deus cria todas as coisas, inclusive o homem. Tudo começa a acontecer no primeiro dia da semana, quando Deus cria o céu, a terra, a luz dando-lhe o nome de dia e as trevas chamando-as noite. (Gn 1,1-5). Assim também para João a nova criação se inicia no primeiro dia, o dia da ressurreição de Cristo.

É como se a primeira criação tivesse ficado superada. Deus está realizando uma nova criação. Para que isto ocorra é necessário um sopro novo. Somente um sopro novo é capaz de gerar vida nova. O ato de soprar recorda-nos novamente o início de tudo, pois no momento que Deus criou o homem a partir do barro modelado por suas mãos, o homem ainda era um ser inanimado, não havia vida. Então, Deus sopra-lhe nas narinas dando-lhe vida. (cf. Gn 2, 7).

Portanto, o Espírito Santo está intimamente associado à vida. Ele é o Senhor e fonte da vida, como proclamamos todas as vezes que rezamos o credo niceno-constantinopolitano.

Esta missão do Espírito Santo de dar vida, de vivificar é constatada de maneira clara em diversas ocasiões. No livro do profeta Ezequiel observamos que o Espírito possibilita que aqueles ossos ressecados vivam e ainda se tornem um grande exército. (cf. Ez 37, 1-10). Quando olhamos para Jesus vemos que Maria o concebeu pelo poder do Espírito Santo, e também foi este mesmo Espírito que o ressuscitou no terceiro dia.

Mas voltando à tarde da Páscoa verificamos os sinais da chegada dos novos tempos. Primeiramente, quando Jesus derrama sobre os discípulos a paz, se trata da paz que os profetas anunciaram que Deus derramaria sobre o novo Israel, e este novo Israel nasce aos pés da cruz de Jesus. Nós somos o novo Israel. O outro sinal é a alegria, pois Jesus havia revelado que Ele deveria morrer, mas ressuscitaria, e eles, os discípulos, o veriam novamente e seus corações se alegrariam e ninguém lhes tiraria essa alegria (cf. Jo 16, 22). Esta alegria é visível quando os discípulos reconhecem Jesus vendo suas mãos e seu lado. Por fim, ao enviá-los para perdoar os pecados identificamos o terceiro sinal, a purificação dos pecados que Deus faria ao derramar águas puras sobre o seu povo, dando-lhe um coração de carne e infundindo-lhe e seu Espírito (cf. Ez 36, 25-27).

Vale salientar também, que ao contrário dos demais evangelistas, João deixa o envio para depois que tivessem recebido o  Espírito Santo, porque no entender de João somente através do Espírito Santo os discípulos estariam em condições de ser apóstolos. Eles precisavam receber o Espírito Santo, pois precisavam ser renovados interiormente. Jesus os encontrou naquele lugar tomados pelo medo e inseguros. Ele não só atravessou as paredes, mas penetrou em seus corações.

Quando alguém recebe o Espírito Santo transforma-se numa nova criatura, e sendo assim nunca deve voltar atrás, àquilo que foi antes.

Meu irmão (ã) nesta caminhada será que nunca nos sentimos como aqueles ossos ressecados e sem vida? Ou como os discípulos com medo e inseguros?

O Senhor quer nos dar vida nova, quer renovar o nosso interior, quer atravessar todas as paredes, as emoções feridas, a falta de amor, os sentimentos de culpa, os complexos, as mágoas, as decepções, os sonhos não realizados, e tudo mais que for preciso para lhe dar vida nova.

Eu te convido a clamar comigo:

Senhor, sopra novamente sobre mim o Espírito Santo, pois me encontro ressecado, como se estivesse num vale de aridez. Sopra Senhor, teu ruah, o sopro vital. Sopra para que eu não seja apenas pó, mas tenha tinha vida, e vida em abundância. Que o teu Espírito venha percorrendo e transformando todo o meu ser, assim como aquela água que saindo do templo por onde passava mudava o ambiente, trazendo vida. Amém.

 

 

 

Diác. Mario Antonio Caterina

 

 

Famílias

 "A paternidade e a maternidade constituem uma «novidade» e uma riqueza tão sublime que apenas «de joelhos» é possível abeirar-se delas."  João Paulo II em sua carta as famílias.


Esta página é dedicada a família, nela você encontrará artigos relacionados à vocação ao matrimônio, educação dos filhos, método billings e muito mais.

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Gotas de Sabedoria

"Para buscar a Deus, requer-se um coração despojado e forte, livre de tudo o que não é puramente Deus."

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