Foi fundamental no nosso chamado conviver com o Jeberton Teixeira

Testemunho da consagrada de aliança Beth CaterinaMeu nome é Elisabete Schmidt Caterina, sou consagrada na Comunidade Filhos da Cruz.
Fui criada na Igreja Católica, onde recebi todos os sacramentos de iniciação cristã e participava de grupo de jovens. Era a minha alegria participar dos encontros da juventude. Posso dizer que tive uma boa base cristã.

Por motivo de estudo precisei sair da casa dos meus pais, aos poucos fui me desligando da Igreja e ao mesmo tempo fui conhecendo outros caminhos não tão bons.
Por um bom período dediquei-me à política, na intenção de fazer a coisa certa e movida por ideais fiz muitas coisas erradas, me distanciei totalmente dos princípios cristãos, passei a frequentar centros espíritas, seitas, crendices, etc. Andei por caminhos bem tortuosos.

Um dia numa destas quedas da vida reencontrei Jesus e tudo mudou em minha vida. Reconheci que o único e verdadeiro caminho é Jesus, passei por um processo de conversão e de renúncias de todas as coisas erradas que cometia. Retornei para a Igreja e com o casamento conheci a RCC onde participei por muitos anos e que me proporcionou um grande aprendizado.

Porém Deus queria algo a mais de mim, sentia no meu coração uma vontade de me doar mais a Jesus.

Por volta de 1997 meu marido e eu fomos de férias para o Rio Grande do Sul (morávamos em São Paulo), eu já conhecia a Marlene, mãe do fundador e foi por meio dela que conheci o Jeberton Teixeira. Um rapaz que tinha entre 17 e 18 anos, que participava de grupo de jovens, tocava violão, estava iniciando uma caminhada de Renovação Carismática. Naquela época, ele já sentia uma inquietação de Deus o chamando para algo a mais, porém não estava sabendo discernir. Então, nós rezamos por ele (a Marlene, meu esposo e eu) e Deus foi nos revelando muitas coisas por meio de imagens e palavras.

Uma das imagens que o Senhor nos mostrou e não me esqueço é do Jeberton caminhando em uma areia com um cajado, atrás havia muitas pegadas. Sentimos que Deus tinha um chamado grande para ele. Naquela mesma noite eu senti forte em meu coração que deveria levar ele para São Paulo, para nossa casa. A Marlene consentiu de o levarmos, era para ser apenas duas semanas, porém os planos de Deus eram outros e ele permaneceu em nossa casa por três meses.

Foi um tempo muito importante, de muitas graças e bênçãos, onde fomos conduzidos pelo Senhor.

O Jeberton teve muitas experiências, participou de muitos retiros, encontros, visitou a Canção Nova, o Senhor fez uma obra muito grande. E lá, então, despertou no coração do Jeberton o desejo de uma comunidade, de viver em comunidade. Ali aconteceram os primeiros passos. Quando ele retornou para o Rio Grande do Sul Deus foi dando os caminhos, moções para que essa comunidade existisse.

Para nós foi fundamental no nosso chamado conviver aquele tempo com o Jeberton, foi uma bênção para nossa vida. Nós já estávamos em um processo de caminhada para uma comunidade, nós já tínhamos esse chamado mas pensávamos que era na Canção Nova. Fizemos as entrevistas e tudo, mas na época, a Canção Nova não estava comportando casais, apenas jovens solteiras. E bem neste período que o Jeberton foi para nossa casa. Como morávamos em São Paulo e a Comunidade era aqui no Sul, parecia um sonho muito longe, muito distante.

Quando ele voltou para o Sul nós mantivemos contato, vínhamos de férias e o desejo sempre brotava em nosso coração, de vir embora para cá. Devido ao trabalho do Mário (meu esposo) e toda vida que a gente tinha lá, a gente acabou ficando em São Paulo. Porém, o chamado foi mais forte, dissemos sim a Deus e viemos embora para participar da Comunidade, para ser membro da Comunidade. Ingressei na comunidade na pertença de aliança, iniciando um processo de formação, que já dura doze anos.

Dizer sim a Deus é um grande desafio, exige sacrifícios e renúncias, mas a alegria de ter encontrado o tesouro no campo é muito maior e faz tudo valer a pena. A alegria de viver em comunidade, de ter uma missão e de ser instrumento de Deus para tantas pessoas que ainda não o conhece.

Sou feliz, encontrei meu lugar na Comunidade Filhos da Cruz.

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