Nosso Fundador nos diz que a “mansidão é a virtude que grita da Cruz”

A marca da mansidão na vida de um Filho da CruzPara nós que portamos um carisma, as virtudes são uma exigência a serem praticadas, algumas virtudes surgem para nós como âncoras, ou seja, elas dão firmeza e estabilidade, garantem maior proximidade daquilo que Deus sonhou para um consagrado.

Virtude é exercício e requer prática, pois a mediocridade não combina com santidade.

No carisma Filhos das Cruz, somos chamados a viver as virtudes da Esperança, Humildade e Mansidão.

O manso é capaz de controlar as reações de ira, pois essa virtude nos garante a serenidade, o equilíbrio e o domínio sobre si mesmo diante das prepotências ou injúrias. O manso descarta o recurso da vingança, violência ou a tendência de guardar rancores.

A virtude de não se irritar nas contrariedades que nos acontecem é filha da mansidão.

A humildade e a mansidão foram as virtudes mais estimadas por Jesus Cristo. Por isso, Ele disse aos seus discípulos: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”(Mt11,29). Nosso Redentor foi chamado cordeiro: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1,29), não só pelo sacrifício que devia fazer na Cruz pelos nossos pecados, mas também pela mansidão manifestada por toda a sua vida, especialmente na sua paixão. Esta mansidão ele continuou a vivê-la até a morte. Pregado na Cruz, enquanto todos caçoavam e praguejavam, ele apenas dizia ao Pai eterno que lhes perdoasse: “Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”(Lc 23,34).

Nosso Fundador nos diz que a “mansidão é a virtude que grita da Cruz”.

Como são caros a Jesus os corações mansos. Recebendo ofensas, desprezos, calúnias, perseguições e até mesmo pancadas e ferimentos, não se irritam contra quem os injuria ou maltrata.

As preces dos bondosos de coração sempre são aceitas por Deus, isto é, ele nunca deixa de atende-las. A eles, de modo especial, está prometido o céu: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra” (Mt 5,4). As pessoas bondosas não só alcançarão a felicidade eterna, mas já nesta terra gozarão de uma grande paz(Sl 36,11). Isso é verdade porque os santos não guardam ódio de quem os maltrata, mas os amam mais do que antes. O Senhor em recompensa à sua paciência, aumenta-lhes a paz interior. Dizia nossa Patrona santa Teresa: “ As pessoas que falam mal de mim, parece que eu as amo com mais amor. ”

Tal mansidão só possui quem tem grande humildade e pouco conceito de si mesmo, pelo que julga merecer todo desprezo.  Por isso mesmo, os orgulhosos são sempre raivosos e vingativos, porque julgam-se bons e acreditam ser merecedores de toda honra.

Para alcançar essa paz, mesmo no meio de ofensas e calúnias, é preciso estar morto no Senhor. O morto, ainda que maltratado e desprezado pelos outros, não se ressente. Também a pessoa mansa de coração como o morto não vê nem ouve, procura suportar todos os desprezos. Quem ama de coração a Jesus Cristo chegará facilmente a isso. Unido inteiramente com a vontade de Deus, com a mesma paz e a mesma tranquilidade, recebe as coisas favoráveis e as desfavoráveis, as alegrias e as tristezas, as injúrias e os louvores.

Olhando para os ensinamentos do nosso carisma entendemos que o interior do manso não é dominado e que devemos buscar com intensidade essa virtude porque assim derrubaremos inúmeras barreiras. Pois a mansidão passa pelo nosso falar, pelo nosso olhar e pela nossa postura.

O sim de um consagrado iluminado pela mansidão ganha mais solidez.

Que possamos olhar para a Cruz de Cristo e pedir diariamente a graça de viver essa virtude e crescermos em santidade.

Eliege Cristiane Gonçalves

Consagrada Pertença de Aliança

 

 

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