Sexto Mandamento: “Não pecar contra a castidade”

sexto mandamento, não pecar contra a castidade
ARQUIVO FDC

“O homem deixará seu pai e sua mãe, se unirá a sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”. (cf. Gn 2,24)

Na ordem da criação, Deus criou homem e mulher á sua imagem e os destinou unidade, a indissolubilidade e a geração dos filhos: “Crescei-vos e multiplicai-vos” (cf. Gn 1,28). Ao homem deu o nome de Adão e a mulher de Eva. São a primeira expressão do gênero humano, masculino e feminino, com sua identidade sexual definida, a sexualidade com seus aspectos específicos, na unidade entre corpo e alma mas, também, como diferenças e complementariedade físicas, morais e espirituais orientadas para os bens do casamento e da vida familiar.

Desta união brotam todas as gerações humanas. Deus revelou a Moisés o mandamento: “Não cometerás adultério” (cf. Ex 20,14) e Jesus no Sermão da Montanha reafirmou esse mandamento: “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com desejo já cometeu adultério com ela em seu coração” (cf. Mt 5,27-28). Diante desse mandamento Deus chama o casal a vocação a castidade, que significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem sem seu ser corporal e espiritual.

Castidade é integridade da pessoa e a integridade da doação.

São Paulo diz: “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (cf. 1 Cor 6,20). A castidade começa no namoro, ganha brilho no noivado e se concretiza no matrimônio. São Bernardo de Claraval diz: “Onde o amor emerge, ele segura todos os outros impulsos e sublima-os em amor”. Só o amor forjado na castidade é capaz de elevar a santidade do corpo do casal, como templos do Espírito Santo, a Deus.

Todo o batizado se vestiu de Cristo e o corpo é restaurado no próprio Cristo (cf. Ef 1,10). A virtude que acompanha a castidade é a temperança, que ordena as paixões e os apetites da sensibilidade humana a razão. É o domínio de si, que combate os pecados contra a castidade: luxúria, masturbação, fornicação, pornografia, prostituição, estupro.

A castidade também é pureza de coração. Jesus disse no Sermão da Montanha: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (cf. Mt 5,8). Por fim, Santo Tomás de Aquino diz: “Damos muitas coisas para Deus, mas ele quer apenas nosso coração puro”. Amém.

Padre Lizandro Goulart

Consagrado Pertença de Aliança

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